O Defeito


Um carregador de água na Índia levava dois potes grandes, ambos pendurados em cada ponta de uma vara a qual ele carregava atravessada em seu pescoço. Um dos potes tinha uma rachadura, enquanto o outro era perfeito e sempre chegava cheio de água no fim da longa jornada entre o poço e a casa do chefe; o pote rachado chegava apenas pela metade. Foi assim por dois anos, diariamente, o carregador entregando um pote e meio de água na casa de seu chefe.
Claro, o pote perfeito estava orgulhoso de suas realizações. Porém, o pote rachado estava envergonhado de sua imperfeição, e sentindo-se miserável por ser capaz de realizar apenas a metade do que ele havia sido designado a fazer.
Após perceber que por dois anos havia sido uma falha amarga, o pote falou para o homem um dia à beira do poço.
- "Estou envergonhado, e quero pedir-lhe desculpas."
- "Por quê?" Perguntou o homem.
- "De que você está envergonhado?"
- "Nesses dois anos eu fui capaz de entregar apenas a metade da minha carga, porque essa rachadura no meu lado faz com que a água vaze por todo o caminho da casa de seu senhor. Por causa do meu defeito, você tem que fazer todo esse trabalho, e não ganha o salário completo dos seus esforços," disse o pote.
O homem ficou triste pela situação do velho pote, e com compaixão falou:
- "Quando retornarmos para a casa de meu senhor, quero que percebas as flores ao longo do caminho."
De fato, à medida que eles subiam a montanha, o velho pote rachado notou as flores selvagens ao lado do caminho, e isto lhe deu certo ânimo. Mas ao fim da estrada, o pote ainda se sentia mal porque tinha vazado a metade, e de novo pediu desculpas ao homem por sua falha.
Disse o homem ao pote:
- "Você notou que pelo caminho só havia flores no seu lado. Eu ao conhecer o seu defeito, tirei vantagem dele. E lancei sementes de flores no seu lado do caminho, e cada dia enquanto voltávamos do poço, você as regava. Por dois anos eu pude colher estas lindas flores para ornamentar a mesa de meu senhor.
Sem você ser do jeito que você é, ele não poderia ter esta beleza para dar graça à sua casa."
Cada um de nós temos nossos próprios e únicos defeitos. Todos nós somos potes rachados. Porém, se permitirmos, o Senhor vai usar estes nossos defeitos para embelezar a mesa de seu Pai. Na grandiosa economia de Deus, nada se perde.
Nunca deveríamos ter medo dos nossos defeitos. Se os reconhecermos, eles poderão ser transformados por Deus para causar beleza. Nas nossas fraquezas o Senhor diz que seremos fortes , portanto vamos deixá-Lo agir com liberdade em nossas vidas para sermos sim transformados a Sua REAL imagem e semelhança .
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Deus te abençoe e capacite ...

O Que Realmente Importa


Era uma vez o jovem que recebeu do rei a tarefa de levar uma mensagem e alguns diamantes a um outro rei de uma terra distante. Recebeu também o melhor cavalo do reino para levá-lo na jornada. - Cuida do mais importante e cumprirás a missão! - disse o soberano ao se despedir. Assim, o jovem preparou o seu alforje, escondeu a mensagem na bainha da calça e colocou as pedras numa bolsa de couro amarrada a cintura, sob as vestes. Pela manhã, bem cedo, sumiu no horizonte. E não pensava sequer em falhar. Queria que todo o reino soubesse que era um nobre e valente rapaz, pronto para desposar a princesa. Aliás, esse era o seu sonho e parecia que a princesa correspondia às suas esperanças. Para cumprir rapidamente sua tarefa, por vezes deixava a estrada e pegava atalhos que sacrificavam sua montaria. Assim, exigia o máximo do animal. Quando parava em uma estalagem, deixava o cavalo ao relento, não lhe aliviava da sela e nem da carga, tampouco se preocupava em dar-lhe de beber ou providenciar alguma ração. - Assim, meu jovem, acabas perdendo o animal - disse alguém. - Não me importo - respondeu ele - Tenho dinheiro. Se este morrer, compro outro. Nenhuma falta fará! Com o passar dos dias e sob tamanho esforço, o pobre animal não suportando mais os maus-tratos, caiu morto na estrada. O jovem simplesmente o amaldiçoou e seguiu o caminho a pé. Acontece que nessa parte do país havia poucas fazendas e eram muito distantes umas das outras. Passadas algumas horas, ele se deu conta da falta que lhe fazia o animal. Estava exausto e sedento. Já havia deixado pelo caminho toda a tralha, com exceção das pedras, pois lembrava da recomendação do rei: "Cuida do mais importante!" Seu passo se tornou curto e lento. As paradas, freqüentes e longas. Como sabia que poderia cair a qualquer momento e temendo ser assaltado, escondeu as pedras no salto de sua bota. Mais tarde, caiu exausto no pó da estrada,onde ficou desacordado. Para sua sorte, uma caravana de mercadores que seguia viagem para o seu reino, o encontrou e cuidou dele. Ao recobrar os sentidos, encontrou-se de volta em sua cidade. Imediatamente foi ter com o rei para contar o que havia acontecido e com a maior desfaçatez, colocou toda a culpa do insucesso nas costas do cavalo "fraco e doente" que recebera. - Porém, majestade, conforme me recomendaste, "cuida do mais importante", aqui estão as pedras que me confiaste. Devolvo-as a ti. Não perdi uma sequer. O rei as recebeu de suas mãos com tristeza e o despediu, mostrando completafrieza diante de seus argumentos. Abatido, o jovem deixou o palácio arrasado. Em casa, ao tirar a roupa suja,encontrou na bainha da calça a mensagem do rei, que dizia: "Ao meu irmão, rei da terra do Norte. O jovem que te envio e candidato a casar com minha filha. Esta jornada é uma prova. Dei a ele alguns diamantes e um bom cavalo. Recomendei que cuidasse do mais importante. Faz-me, portanto, este grande favor e verifica o estado do cavalo. Se o animal estiver forte e viçoso, saberei que o jovem aprecia a fidelidade e força de quem o auxilia na jornada. Se, porém, perder o animal e apenas guardar as pedras, não será um bom marido nem rei, pois terá olhos apenas para o tesouro do reino e não dará importância à rainha nem àqueles que o servem". Comparo esta estória com o ser humano que segue sua jornada na vida, tão preocupado com seu exterior, isto é, com os bens, que tudo guarda como se fosse tudo ouro, esquecendo de alimentar também a sua alma e o seu espírito com a alegria e o amor de Deus. Certamente não cumprirá a missão, já que não sabe guardar o que é mais importante . Se você tiver a oportunidade de conhecer pessoas assim , como conheci e conheço a muitos , verá que na intimidade têm mais problemas que você ou eu e são cercados de infelicidades . Antes que seja tarde , preocupe-se em : será que estou no Caminho que me leva a Deus ? (Pense esta semana sobre isto). Site: jesusvoltara.com.br

Ecos da Vida


Um filho e um pai caminhavam pela montanha
De repente , o menino cai , se machuca e grita :
- Ai !!!!!!!
Para sua surpresa , escuta sua voz se repetindo em algum lugar da montanha :
- Ai !!!!!!!
Curioso o menino pergunta :
- Quem é você ?
E recebe como resposta :
- Quem é você ?
Contrariado grita :
- Seu covarde !
E escuta como resposta :
- Seu covarde !
O menino olha para o pai e pergunta , aflito :
- O que é isso ?
O pai sorri e fala :
- Meu filho , preste atenção .
Então o pai grita em direção à montanha :
- Eu admiro você !
A voz responde :
- Eu admiro você !
De novo o homem grita :
- Você é um campeão !
A voz responde :
- Você é um campeão !
E o seu pai explica :
- As pessoas chamam isso ECO , mas , na verdade , isso é a VIDA .
A VIDA lhe dá de volta tudo o que você DIZ , tudo que você DESEJA DE BEM E DE MAU AOS OUTROS , a VIDA lhe devolverá toda a BLASFÊMIA , INVEJA , INCOMPREENSÃO , FALTA DE HONESTIDADE que você desejou , praguejou às pessoas que lhe cercam como por exemplo o que muitos pais dizem à seus filhos VOCÊ NÃO VAI SER NADA NESTA VIDA , o poder da palavra de um pai sobre um filho é muito grande e repare à sua volta , muitos fazem isto.
NOSSA VIDA é simplesmente o REFLEXO das nossas ações .
Se você quer mais AMOR , COMPREENSÃO , SUCESSO , HARMONIA , FELICIDADE , crie mais AMOR , COMPREENSÃO , HARMONIA , no seu coração .
Se agir assim , a VIDA lhe dará FELICIDADE , SUCESSO , AMOR das pessoas que lhe cercam .
REFLITA ......... e melhore sua vida enquanto há tempo , crie bons Ecos em sua vida e à sua volta , fale somente palavras que tragam Vida e não morte.
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Amor Não Correspondido


Fazei o bem e emprestai, sem esperar nenhuma paga; será grande o vosso galardão, e sereis filhos do Altíssimo. Pois Ele é benigno até para com os ingratos e maus. S. Luc. 6:35.
No dia 8 de setembro de 1860, uma terrível tempestade abateu-se sobre o Lago Michigan e ameaçou afundar o navio de passageiros Lady Elgin. Na praia, observando o desdobramento da tragédia, estava um grupo de estudantes do Instituto Bíblico Garrett, que ficava perto. Quando o navio começou a partir-se, um dos estudantes, Edward W. Spencer, viu uma senhora agarrada a um dos destroços.
Sem conseguir ficar apenas observando o naufrágio, Spencer tirou o casaco, jogou-se nas agitadas águas, nadou até ao navio e trouxe aquela senhora em segurança para a praia.
Spencer nadou repetidas vezes e trouxe náufragos de volta, até que suas forças falharam e ele desmaiou na praia, exausto. Como resultado de seus esforços, 17 vidas foram salvas, mas o ato heróico quase lhe custou a vida. Ele nunca recuperou totalmente a saúde.
Após a sua morte, alguns anos mais tarde, alguém escreveu à esposa dele perguntando se era verdade que nenhum dos náufragos salvos havia agradecido o heroísmo de seu marido. Aqui está a resposta dela: "A afirmação é verdadeira. Spencer nunca recebeu nenhum agradecimento das pessoas que ele conseguiu salvar, e nenhum reconhecimento por parte de qualquer uma delas." A seguir, num admirável espírito de magnanimidade, ela colocou a culpa da aparente ausência de gratidão na confusão geral reinante e na exaustão, tanto dos resgatados quanto do resgatador.
Ela encerrou a carta com estas palavras: "Meu marido sempre manteve esse ponto de vista acerca daquele episódio; nunca manifestou qualquer ressentimento, e tenho certeza de que nunca o sentiu. Fez o melhor que pôde, sem esperar recompensas ou apreciação."

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Como Superar a Depressão


Como surge a depressão? Quais os sintomas? Você imagina que tem depressão? Se esse fantasma o assusta, a Voz da Profecia garante a você que é possível superá-lo.
A depressão se parece com uma sensação de desapontamento. Parece uma sombra, uma nuvem densa em cima da sua cabeça. Você se levanta cansado e tudo o que faz exige bastante esforço. Tudo fica mais difícil. Aí você quase não sai, não aceita convites, prefere isolar-se cada vez mais. Você tenta não entregar-se, procura combater esse gigante, mas volta a sentir um desânimo que suga toda a energia restante.
Parece que uma escuridão o cerca por todos os lados e você começa a descer ao poço sem fundo da depressão.
Os psicólogos afirmam que a depressão aflige a pessoa mais do que qualquer outra doença. E se houver alguma outra enfermidade, tal doença na presença da depressão galopa na direção errada.
A depressão nos ronda muito mais do que imaginamos. Especialmente nas cidades grandes. A selva de concreto se tornou tão cruel conosco, não só pelas ofensas, mas também por nos ignorar e depois nos agredir com o espectro do medo.
Esses dias fiquei surpreendido ao saber que 46% da população de São Paulo já teve algum tipo de atendimento psicológico. O fato mais perturbador segundo os profissionais é que os casos não tratados de depressão atingem números alarmantes.
A depressão pode estar ligada a alguma perda que tivemos. De um parente, a perda do namorado, da auto-estima, a perda de um emprego ou o medo de perdê-lo. Também pode estar ligada a uma reação de desapontamento, uma frustração grave e dolorida. Geralmente são ferimentos emocionais.
Comumente as pessoas estacionam em um clima negativo, descrito pelos especialistas como baixo astral. Elas conseguem viver, mas tudo ao redor fica sombrio e se sentem "pra baixo".
Às vezes foi um insulto, uma rejeição, uma injustiça sofrida, multiplicados pela tristeza e pela raiva.
A chave para a depressão está em nossa reação a ela, nossa atitude para com essas coisas ruins que cruzam nosso caminho.
A depressão se desenvolve no cérebro. Se quisermos atacar de frente a depressão, temos que eliminar hábitos errados de pensar. Isso não é fácil, mas através da graça de Deus se torna possível.
Foi exatamente isso que aconteceu com o apóstolo Paulo quando escreveu a carta aos Filipenses. Estava preso dentro de um calabouço romano, escuro e úmido. Com certeza era uma forte razão para um grande desapontamento e tristeza.
O ativo e incansável batalhador do Evangelho, estava agora confinado entre paredes geladas de pedra. Dali escreve uma carta de ânimo aos filhos na fé. Filipenses começa e termina invocando a graça divina sobre todos eles.
Paulo não deixou seus pensamentos afundarem na escuridão das circunstâncias. Não permitiu que a ansiedade, o ressentimento e a raiva o dominassem.
Paulo colocou sua situação depressiva nas mãos de Deus. Ele apontou seu problema na direção do Céu e quando fez isso, começou a ver a luz iluminando a masmorra fria e insalubre. Ele viu que a graça de Deus podia fazer coisas positivas por ele. Que era capaz de reverter os seus problemas, mágoas e tristezas. E ainda conseguiu escrever estas palavras, que estão registradas em sua carta:
"Posso todas as coisas naquele que me fortalece." Filip 4:13
"Esquecendo-me das coisas que para traz ficam, prossigo para o alvo." Filipenses 3:13 e 14
Na cela solitária poderia relembrar o passado e abominar o presente, mas resolveu acreditar no futuro. Decidiu ser alegre e agradecer.
Reverteu todo o quadro da depressão e mergulhou nas promessas divinas a ponto sentir-se feliz mesmo ali onde estava.
Conseguiu desfocar o problema pungente, para enaltecer as vitórias do Evangelho: "Com isto me regozijo, disse ele, sim, sempre me regozijarei." Filipenses 1:18
Como então podemos superar a depressão?
Além de procurar um médico, porque depressão é doença, a fé é um elemento fundamental no processo da cura da depressão e muitas vezes o fator decisivo. É preciso confiar em Deus e pensar positivamente.
Um cardiologista chamado para uma emergência, antes de sair indicou uma paciente aos seus assistentes dizendo: "esta moça é portadora de TS."
Como ela não sabia que TS era a sigla da sua doença, imaginou logo que TS era o código das palavras em inglês: Terminal State = estado terminal. Deprimida pensou que seus dias estavam contados e morreu em poucos dias na UTI do hospital.
O reverso também ocorre. Um senhor com o coração enfraquecido, estava em situação gravíssima. Normalmente o coração tem dois sons apenas. Mas este era um caso de falência do músculo cardíaco, e surgiu um terceiro som denominado "ritmo de galope", estágio terminal da doença. O cardiologista disse aos alunos: "agora vocês vão assistir a um bom galope." Mas o incrível aconteceu. O paciente em duas semanas recebeu alto completamente curado.
Ele havia entendido que o bom galope seria a reabilitação que ele teria. Imediatamente quando ouviu a expressão, a esperança estimulou sua mente e o processo de cura e restauração foi iniciado para a sua imensa alegria.
Amigo, mediante a confiança em Deus, você pode superar todos os seus problemas. Inclusive a depressão. E deixar aos cuidados divinos toda e qualquer dificuldade que esteja enfrentando. Deixe suas preocupações e fardos aos cuidados do Salvador Jesus, que disse: "Venham a Mim todos os cansados e oprimidos e Eu os aliviarei." Mateus 11:28
Se você acreditar em Jesus, começará em você o milagre da cura e da restauração. Pr. Stina
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O DILEMA DO ABORTO


PR. ALEJANDRO BULLÓN
"Joana procurou-me um dia angustiada pelo complexo de culpa. "Pastor...", disse ela, "...Provoquei um aborto quando tinha dezesseis anos, mas ninguém soube. Foi uma experiência dolorosa e traumatizante em minha vida, mas era a única saída que eu via naquele momento. O fato é que tudo isso aconteceu há mais de trinta anos e até hoje carrego em meu coração a incerteza do perdão. Minhas mãos estão manchadas de sangue, pois tirei a vida de um nenenzinho que eu carregava no ventre. Sinto que não existe perdão para um pecado tão horrível como este. Responda-me por favor, existe perdão para mim?"
O drama desta mulher, cujo o nome é fictício, me levou a tratar o assunto do aborto nesta palestra.
Este tema é sem dúvida nenhuma, controvertido e delicado. O mundo todo está dividido em dois grandes grupos com relação a este assunto. Esta controvérsia intensificou-se a partir de 1973 quando a corte suprema dos Estados Unidos legalizou o aborto. Os dois grandes grupos são: de um lado os que defendem a vida, e do outro, os que defendem o direito que a mulher tem de decidir se deve ou não ter a criança que gerou.Pessoalmente acho que as implicações são muito mais profundas, porque o aborto é muito mais do que o fim de uma gravidez. Ele converteu-se, hoje, numa atitude e até quase num estilo de vida. Na realidade, é uma maneira de encarar qualquer problema que aparece pela frente. Você tem problemas no emprego? Não se preocupe muito, aborte seu emprego, demita-se. Seu casamento não anda bem? Aborte seu casamento, divorcie-se. Encontra dificuldade na vida cristã? Não insista, aborte seu relacionamento com Deus e com a igreja, abandone tudo. Você vê? O aborto na realidade, é uma tentativa de evitar a conseqüência de nossas ações. A Bíblia é clara quando afirma: "Não vos enganeis; de Deus não se zomba; pois aquilo que o homem semear, isso também ceifará. Porque o que semeia para a sua própria carne, da carne colherá corrupção; mas o que semeia para o Espírito, do Espírito colherá vida eterna. (Gálatas 6:7,8)A advertência aqui é clara. Não resta dúvida. A Bíblia afirma que colheremos o que semeamos. Mas o aborto tenta ignorar este fato fundamental da vida, parando as batidas de um coração humano.
Analisemos, por exemplo, o caso de Jenifer, uma garota imaginária, que amava as diversões e brincava de sexo. A ansiosa busca por prazer levou-a a uma gravidez. Os pais e ela não duvidaram um minuto em tomar a decisão que parecia ser a mais simples: o aborto. Afinal de contas, por que a família teria que sofrer todas as conseqüências que aquela gravidez acarretava?O aborto, embora tão traumático quanto possa ser, parece à primeira vista, ser a solução mais simples e o caminho mais fácil para resolver o problema.
Infelizmente, depois de abortar seu "problema", Jenifer nunca aprendeu a lição. No verão seguinte, ficou grávida de novo. E dois anos mais tarde outra vez. Foram quatro abortos antes de completar 21 anos, acredite, se quiser.A pergunta é: Que teria acontecido se Jenifer não tivesse escapado da realidade com aquele primeiro aborto? Nove meses de gravidez, sem dúvida nenhuma, teriam sido difíceis, mas aquela experiência poderia, talvez, ter lhe ensinado uma das mais importantes lições da vida: que é preciso encarar as conseqüências de nossas ações e não fugir delas.
Mas existem tantos defensores do aborto hoje, que dá a impressão de que os defensores da vida é que estão errados. O problema é que a escala de valores de nossa sociedade está ficando de cabeça para baixo. Suponhamos que fosse um pequeno golfinho nadando dentro da barriga de uma mãe grávida, você pode estar certo que apareceriam imediatamente os manifestantes do movimento "Salvem o golfinho" defendendo furiosamente o direito de viver do bichinho. Mas acontece que esses mesmos ativistas que fazem campanhas e passeatas para preservar a vida de todos os golfinhos do oceano, são os que defendem o direito que a mulher tem de interromper a vida de uma criança que carrega no ventre.
Parece estranho, não parece? Essa é a religião do humanismo secular. Mas o cristianismo avalia a vida como um dom de Deus. Um dom tão sagrado que Jesus deu Sua própria vida para preservar a vida do homem. Portanto, quando pensamos no aborto, a pergunta que devemos fazer é: o que fez aquela criança para merecer a morte?
Você talvez ache que uma criança que ainda não nasceu, não está viva, porque não respira sozinha. Mas a realidade é que o feto já é um consumidor de oxigênio, como qualquer ser humano vivo. É verdade que precisa da ajuda da mãe para processar a respiração, mas muitos adultos, no momento de uma cirurgia, também precisam de ajuda para respirar. Sem os aparelhos, morreriam. Seria alguém capaz de deixar morrer um adulto, durante a cirurgia, somente porque não pode respirar por si só?
A criança, mesmo depois de ter nascido, e de começar a respirar sozinha, ainda é dependente. Não pode alimentar-se só, não pode sustentar-se financeiramente, se quer pode virar-se sozinha no berço. É óbvio, então, que o fato de ser dependente não tem nada a ver com sua condição de pessoa humana.
A verdade é que uma criança, mesmo antes de nascer, já tem todas as características definidas de um ser humano no primeiro trimestre de vida fetal. Por volta dos 25 dias, praticamente antes que a mãe perceba que está grávida, essa criança já está bombeando sangue.
Hoje, a ciência chega à conclusão de que o nenê pode reconhecer a voz da mãe que está praticamente atada a essa vida que leva dentro do ventre. E quando essa mãe quebra as leis não escritas do instinto, abortando o nenê, imprime em sua própria vida marcas que a perturbarão por muitos anos.

Os que apoiam a idéia de que a mãe tem o direito de escolher se vai ter ou não a criança, vão longe negando o fato de que a realidade é que não se está tirando a vida de um ser humano. Eles preferem pensar no aborto como a interrupção da gravidez. Como seria se disséssemos que o motoqueiro do parque interrompeu a vida de nove garotas ingênuas? Foi interrupção ou foi assassinato?
A grande discusão das pessoas que defendem o aborto é sobre o momento no qual exatamente começa a vida. É obvio que a curta viagem através do canal do nascimento, não torna um feto despersonalizado, num ser humano. A posição mais natural e lógica, é que a vida começa na concepção. Deste momento em diante, até o estado adulto, há um processo de crescimento constante.
Perguntemo-nos agora como cristãos, se antes de nascer, os nenês não são seres humanos viventes, onde estava Jesus durante a gravidez de Maria? Deixou de existir durante nove meses? A Bíblia diz que a virgem Maria "tinha concebido do Espírito Santo". Vê? O Deus eterno tinha se tornado um nenê vivo e real dentro do ventre de Maria.

Em vários lugares da Bíblia se menciona os nenês que ainda não nasceram, como pessoas. Vemos isto quando Isabel, a tia de Jesus saudou Maria: "Ouvindo esta a saudação de Maria, a criança lhe estremeceu no ventre; então Isabel ficou possuída do Espírito Santo". (Lucas 1:41)
De acordo com a Bíblia, o que Isabel tinha no seu ventre era um nenê. Não era uma massa de tecido fetal em desenvolvimento, mas um nenê brincalhão.
Pois bem, à luz das evidências bíblicas e biológicas, pode alguém negar a idéia de que o aborto acaba com uma vida humana? E que direito tem o ser humano para deter as batidas desses pequenos coraçãozinhos?
Para muitos ateus e agnósticos, um nenê que ainda não nasceu não passa de tecido fetal que se mexe no ventre, como símbolo do processo evolutivo. Na realidade, eles dão aos nenês que ainda não nasceram o valor moral de um tumor. "Desfaça-se dele na forma que achar conveniente". Que tristeza!
Outro dia, vi um grupo de feministas americanas com um cartaz que dizia: "Tire as mãos de meu corpo. Dêem-me o direito de decidir". Bom se aqueles nenenzinhos são seres vivos, não devíamos nós também tirar as mãos dos corpinhos deles?
Acho que depois de tudo isso, você e eu, meu amigo, devemos pensar com mais carinho quando se trata de defender a vida. Mas, e quanto aos que defendem a idéia de que a mulher tem o direito de decidir se vai ou não ter a criança? Tem a mulher direito de escolher? Com toda certeza, desde o momento em que a mulher tome essa decisão ou faça essa escolha no momento da relação sexual. Se a mãe teve participação voluntária numa relação sexual que resultou em gravidez, não exerceu sua liberdade de escolher e decidir?
Não existe algo assim como liberdade de decisão sem limites. A liberdade pessoal não pode violar os direitos de outra pessoa. Em outras palavras, você tem a liberdade de mexer o braço, mas essa liberdade termina onde começa o meu nariz. E o direito da mulher sobre seu corpo acaba onde começa o corpo do nenê. O fato de que esse nenê que ainda não nasceu, não possa defender-se, não quer dizer que não tenha direitos.
Mas e quanto a gravidez que é fruto de um estupro? Tais casos merecem consideração especial, desde o momento que a mãe nunca teve a oportunidade de exercer sua liberdade de escolha. Por que deveria ela ver-se na obrigação de afrontar as conseqüências do crime de outra pessoa? Este é o motivo pelo qual muitos que se opõem ao aborto, aceitam a possibilidade dele em casos de gravidez por estupro. Sendo que a mulher engravidou sem que fosse sua decisão, não deveria ela ter o direito de defender-se contra tal invasão? Por que deveria colher o que não plantou? Mas por outro lado, não é a vida um patrimônio divino? E logo que o estupro é um ato de violência e justo da natureza pecaminosa do ser humano. Claro que semelhante ato foi inspirado pelo diabo que se utilizou das depravações e deformações do caráter do homem. Mas se a vida já está formada, e toda a vida pertence a Deus, que direito tem o ser humano de por um ponto final a essa vida? Não se deveria levar adiante essa gravidez e se depois a mãe não tiver estrutura psicológica para conviver com essa criança, não poderia ela ser entregue em adoção para uma família que pudesse lhes oferecer todo o amor do mundo?
Mas, o aspecto polêmico deste tema não termina por aqui. O que fazer, por exemplo, quando a vida da mãe corre perigo? Estes casos são relativamente raros, mas às vezes os médicos têm que encarar o terrível dilema de decidir se deve viver a mãe ou a criança. Na maioria das vezes decide-se por salvar a vida da mãe.

Você percebe que este é um assunto muito delicado e controvertido. Pode, por exemplo, apresentar-se a declaração contundente de que a vida é tão sagrada, que nenhum ser humano tem o direito de escolher o aborto sob nenhuma circunstância. Tomar uma posição não é fácil, eu sei. Mas enquanto deliberarmos o que fazer em casos de estupro, deformações genéticas ou risco de vida da mãe, podemos sim tomar uma posição com relação à grande maioria de abortos nos quais uma mãe saudável, se desfaz de um nenê saudável que está vivo, por decisão dela própria.
Se estes tipos de aborto parassem, acabariam 95 porcento dos abortos. Tendo conseguido isso, poderíamos seguir vendo as implicações éticas do aborto em outras circunstâncias.
Não é fácil tratar um assunto deste. Como pastor, sei das angústias de uma mulher que está considerando a possibilidade de um aborto. Elas precisam de compaixão e não de condenação, não importando o que decidirem fazer. E se tomam a valente decisão de preservar a vida que está dentro delas, o sofrimento não acabou, está apenas começando. Elas precisam de ajuda para trazer esses filhos ao mundo e tentar juntar os cacos de sua própria história.

A igreja tem a solene responsabilidade de apoiar estas mulheres que sofrem.
Se neste momento está me ouvindo uma mulher que está lutando no vale da decisão, por favor, compreenda que Deus a ama apesar de seus erros. Ele tem um plano especial para a sua vida e para a vida desse nenê que está dentro de você. Levante a cabeça, acredite e Deus não a desapontará.
Talvez você se sinta culpada pelos abortos que já teve. Então, confesse seus pecados a Jesus e peça perdão. Na realidade, todos somos culpados de muitos erros e merecemos a morte. A Bíblia diz que todos nós nos desviamos como ovelhas, cada um foi por seu próprio caminho. Mas graças a Deus, Ele colocou sobre Jesus crucificado o pecado de todos nós. Sim, minha amiga, Jesus pagou o preço completo de nossa salvação. Neste momento você pode estar limpa diante de Deus, como se nunca tivesse pecado. É só abrir o coração a Deus, aí onde você está. Quer fazê-lo?
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Um forte Abraço !
AAT. Elvanio Coelho Souza Santos